No sábado (24/10), a TV Globo transmitiu o primeiro bloco do debate presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Os candidatos responderam a perguntas sobre as cinco regiões do Brasil, abordando obras de infraestrutura, exportações, salário mínimo e políticas para o agronegócio.

Flávio Bolsonaro citou relatório do TCU que apontaria 11,5 mil obras paralisadas, chamando o país de “cemitério de obras”. Lula rebateu dizendo que herdou 6 mil obras inacabadas do governo de Jair Bolsonaro e afirmou que seu mandato investiu mais em infraestrutura da história do país, citando a BR‑319, a Transnordestina, a Fiol e a Fico.

No segmento sobre o Sudeste, Lula questionou Flávio Bolsonaro sobre a correção do salário mínimo, acusando os governos anteriores de não reajustá‑lo acima da inflação. Flávio respondeu que a perda do poder de compra decorre do endividamento e dos juros altos, e chegou a chamar Lula de “nove dedos” ao criticar o valor do salário mínimo.

Sobre o agronegócio, Flávio acusou o presidente de “tratar mal” o setor. Lula destacou a ampliação das exportações – 700 novos mercados e superávit comercial de quase 85 bilhões de reais – e sugeriu diversificar compradores diante das tarifas americanas. Flávio apontou a burocracia e a dificuldade de financiamento para produtores rurais.

A transmissão encerrou com trocas de críticas e a promessa de ambos os candidatos de avançar em suas propostas para o desenvolvimento regional, antes da disputa do segundo turno da eleição presidencial marcada para 25 de outubro de 2026.