A Central Única dos Trabalhadores (CUT) comemorou, em nota, a aprovação da PEC que elimina a escala de trabalho 6x1 e reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais, definindo o marco como "uma vitória maiúscula da luta, do suor e da organização da classe trabalhadora brasileira". A aprovação ocorreu no plenário do Senado na noite de 14 de outubro de 2026, com 75 votos a favor e apenas um contra, após mudança de posicionamento da oposição liderada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União‑AP).

Em contraste, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifestou preocupação, classificando a medida como "retrocesso" para o país. O presidente da CNI, Ricardo Alban, solicitou que o Congresso Nacional reexamine a PEC 221/2019, apontando possíveis perdas de competitividade e alta inflacionária, além de estimar custos adicionais de produção de até R$ 267 bilhões e queda de 0,7 % no PIB.

A Força Sindical também se posicionou a favor da mudança, destacando benefícios para milhões de trabalhadores, como mais tempo para saúde, família e lazer, e citando estudos que sugerem aumento de produtividade e geração de novos postos de emprego. O CNC, representando o comércio, serviços e turismo, alertou que mudanças estruturais dessa magnitude exigem aprofundamento técnico e avaliação cuidadosa de impactos sobre emprego e competitividade.

A PEC estabelece descanso remunerado obrigatório de dois dias por semana, jornada máxima de 5x2 sem redução salarial e transição total de 14 meses para a adoção da escala 5x2, seguida de redução progressiva até 40 horas semanais. O debate surge em período eleitoral, o que tem gerado críticas sobre o timing da medida.