Segundo o Poder360, Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência da República, anunciou na sexta‑feira (2 de outubro de 2026) que, caso seja eleito, pretende indicar um economista para chefiar o Ministério das Relações Exteriores, em vez de um diplomata de carreira. A proposta foi feita durante um ato de protesto em frente ao prédio do STF, onde o candidato também criticou a TV Globo por não tê‑lo convidado para o debate presidencial.
Cury afirmou que se inspira no modelo de governo dos Estados Unidos, onde o cargo de Secretário de Estado tem maior peso político. Ele citou os economistas Paulo Guedes e Armínio Fraga como possíveis nomes para o cargo, dizendo: "Vou chamar um grande economista para ser ministro das Relações Exteriores. Por exemplo, talvez, quem sabe, o Paulo Guedes; o Armínio Fraga para dirigir o Estado Nacional da Economia". Também mencionou Henry Kissinger como referência de atuação na política externa.
Além da proposta para o Itamaraty, o candidato aproveitou o discurso para condenar a prática do "voto útil", argumentando que ela tolhe a liberdade de escolha dos eleitores no primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. Cury declarou que deixou de comemorar seu aniversário com a família para manifestar indignação contra a suposta restrição à liberdade de expressão.
Até o momento, não há informações de que outras fontes confirmem a proposta ou que haja reações oficiais de possíveis indicados. O posicionamento de Cury ainda depende da sua eventual vitória nas eleições e de eventuais negociações dentro do cenário político brasileiro.
