A liderança da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva decidiu que o presidente deve assumir postura mais incisiva no último debate televisivo da corrida eleitoral, marcado para sexta‑feira, 23 de outubro, na TV Globo. Em reunião realizada nesta segunda‑feira, 19 de outubro, coordenadores da campanha avaliaram que Lula perdeu oportunidades de ser mais contundente em temas como segurança pública e corrupção, e recomendaram que ele intensifique a pressão sobre o adversário Flávio Nantes Bolsonaro (PL).

Segundo a equipe petista, a estratégia consiste em “emparedar” o senador, apontando falta de preparo para governar e vinculando‑o a questões como milícias no Rio de Janeiro e ao caso do policial acusado de envolvimento na morte da menina Ana Clara, em Niterói, em 2021. A proposta de abrir o sigilo bancário e telefônico de Flávio e de seus filhos, já apresentada por Lula no debate da Band/Estadão, será reiterada como forma de confrontar o candidato do PL.

A campanha também destacou que, nas pesquisas qualitativas internas realizadas após o debate da Band/Estadão, eleitores consideraram a postura de Flávio “desrespeitosa” e “etarista”, sobretudo ao pedir que Lula olhasse para uma câmera específica durante a transmissão. O líder do PT no Senado, Camilo Santana, questionou publicamente como um candidato que trata o presidente de forma agressiva poderia tratar a população.

A decisão de adotar um tom mais agressivo ainda não foi confirmada oficialmente pelo presidente, mas a cúpula da campanha já sinalizou que a estratégia será aplicada no próximo debate, que será o último da campanha antes do segundo turno das eleições, previsto para 25 de outubro.

Fonte: Estadão Política (https://www.estadao.com.br/politica/cupula-do-pt-quer-lula-mais-agressivo-no-tete-a-tete-com-flavio-no-ultimo-debate-da-campanha/).