O corregedor‑geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou nesta quinta‑feira (15/10/2026) que a campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) tem 72 horas para apresentar informações detalhadas sobre a suposta participação de dirigentes sindicais na campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A medida foi tomada no âmbito da ação de investigação judicial eleitoral (Aije) movida por Flávio Bolsonaro contra Lula, o vice‑presidente Geraldo Alckmin (PSB) e 54 pessoas identificadas como dirigentes de entidades sindicais.
A ação alega que sindicatos teriam utilizado recursos, pessoal e canais de comunicação para beneficiar a candidatura de Lula, pedindo ainda a cassação da chapa por abuso de poder político e econômico. Cueva recebeu a ação contra Lula, Alckmin e cinco representantes sindicais, concedendo-lhes cinco dias para apresentar defesa. Em relação a 37 dos 54 dirigentes apontados, o corregedor observou ausência de menção nominal e solicitou que a campanha de Flávio Bolsonaro especifique a participação de cada um.
Além do pedido de esclarecimentos, Cueva rejeitou a solicitação de Flávio Bolsonaro para restringir o uso de universidades públicas como pontos de distribuição de material de campanha, ressaltando a necessidade de cautela por envolver manifestações político‑eleitorais no ambiente universitário, cuja proteção constitucional foi reconhecida pelo STF.
A decisão ainda não indica se haverá nova medida judicial; a campanha de Flávio Bolsonaro tem até o dia 18/10/2026 para cumprir o prazo estabelecido. Fonte: Estadão Política.
