No domingo, 11 de outubro de 2026, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Vilas Bôas Cuêva, anulou a ordem de Kassio Nunes Marques que havia suspenso o canal “Exército do Lula”, criado no WhatsApp para mobilizar apoiadores do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva. A suspensão foi decretada em 10 de outubro, após a campanha de Flávio Bolsonaro pedir a paralisação do canal, alegando que ele disseminava desinformação sobre programas sociais e aposentadorias.
Vilas Bôas Cuêva, relator do processo, havia pedido que Lula apresentasse informações complementares sobre a suposta atividade ilegal do canal, mas não havia autorizado a suspensão. Quando a campanha de Bolsonaro protocolou um pedido de providências administrativas apenas 41 minutos depois da decisão do corregedor, o ministro revogou a ordem de Kassio, argumentando que a ação administrativa não poderia antecipar a solução jurisdicional.
A decisão será discutida pelo plenário do TSE, que ainda marcará a data da deliberação. O canal, que conta com mais de 3,4 milhões de membros, foi criado para orientar eleitores durante o segundo turno das eleições presidenciais, que ocorrerá no dia 25 de outubro.
A campanha de Lula, por sua vez, afirmou que o PT vai acionar a Justiça para contestar a suspensão, enquanto o deputado federal reeleito André Janones criticou a medida como “censura”. O TSE deve decidir se a suspensão do canal será mantida ou revogada.
A medida reflete a tensão entre a administração do tribunal e a campanha de Bolsonaro, que questiona a imparcialidade das decisões eleitorais.
