O Corinthians e a Hypera Pharma não chegaram a acordo sobre o valor da multa para rescindir o contrato de naming rights da Neo Química Arena. O clube utiliza como referência a cláusula de 2026, que fixa a multa em R$ 47,85 milhões, enquanto a farmacêutica defende a aplicação do índice IGP‑M, o que elevaria o montante para cerca de R$ 68 milhões, aproximadamente 42% a mais.
A divergência surge no contexto das negociações do Corinthians com a Caixa Econômica Federal, que visam a quitação da dívida de R$ 630 milhões da construção do estádio. Para avançar nas conversas, o clube avalia transferir os direitos de nome do estádio à Caixa, o que exigiria o encerramento do contrato atual com a Hypera.
A Hypera, que não comentou o assunto quando contatada, afirma que a multa deve ser corrigida pelo IGP‑M, conforme previsto no contrato de 20 anos firmado em setembro de 2020, com valor original de R$ 300 milhões. O Corinthians, por sua vez, busca reduzir o valor final com base na relação comercial e chegou a propor um contrato de patrocínio alternativo, além de discutir a possibilidade de a Hypera assumir naming rights de outros espaços do clube.
Em nota conjunta divulgada na sexta‑feira (16 de outubro), o Corinthians e a Caixa confirmaram que as tratativas continuam em curso, sem anunciar acordo definitivo sobre o nome do estádio. A diretoria do clube também informou que suspendeu temporariamente os pagamentos da dívida com a Caixa, liberando parte dos recursos depositados em conta de reserva.
