O Conselho Deliberativo da Sociedade Esportiva Palmeiras decidiu suspender o conselheiro José Corona Neto por nove meses. A medida foi aprovada com 121 votos favoráveis, 42 contrários e 33 abstenções, após a aprovação do relatório de sindicância que investigou a discussão ocorrida em dezembro de 2025 entre Corona Neto e a presidente do clube, Leila Pereira.

Segundo o relatório, Corona Neto teria apresentado números falsos sobre transações do Palmeiras e proferido ofensas contra a presidente e o diretor de futebol Anderson Barros, alegando que "quem não entende de futebol, não pode ser presidente do Palmeiras, tem que ficar em casa" e que Barros "só pensa em comer". Leila Pereira respondeu qualificando o conselheiro de "covarde, fracassado e desequilibrado".

Após o incidente, Corona Neto acionou a Justiça, requerendo indenização por danos morais no valor de R$ 20 mil, alegando ter sido ofendido. O pedido foi julgado improcedente pelo juiz Fernando Salles Amaral, que entendeu que a troca de ofensas em um ambiente de disputa política não justifica a reparação pecuniária.

A suspensão foi formalizada em 20 de outubro de 2026, data da publicação da matéria no Poder360, e entra em vigor imediatamente, permanecendo até julho de 2027.