O Congresso Nacional entrou na semana que antecede o segundo turno das eleições de 2026 com a agenda praticamente vazia, sem expectativa de votações em Plenário, segundo reportagem do Congresso em Foco. A proximidade da disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), marcada para o domingo, 25 de outubro, deslocou a atenção dos parlamentares para as campanhas eleitorais, reduzindo a movimentação legislativa em Brasília.
De acordo com a matéria, deputados e senadores passaram a atuar diretamente nas campanhas de seus aliados, dificultando a formação de quórum para votações que possam gerar divisões entre as bancadas. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos‑PB), já havia sinalizado aos líderes partidários a intenção de evitar pautas controversas no período entre os dois turnos, priorizando propostas com acordo político.
No Senado, algumas pautas foram avançadas, como a mudança constitucional da escala de trabalho 6x1, aprovada e promulgada em 16 de outubro, e o aumento do teto do MEI de R$ 81 mil para R$ 140 mil, concluído na Câmara em 14 de outubro e aprovado no Senado no dia seguinte. Por outro lado, a PEC da Segurança Pública, defendida pelo líder do PT Camilo Santana (PT‑CE), foi retirada de pauta e deverá ser votada somente após o segundo turno.
A agenda da Câmara permanece sem projetos de destaque, enquanto o Senado deve realizar sessões especiais de homenagem nos próximos dias, celebrando o 60º aniversário da Unicamp e o 120º aniversário do primeiro voo do 14‑Bis. A expectativa é de que temas de maior repercussão voltem à pauta após a definição das urnas.
Fonte: Congresso em Foco (19/10/2026).
