Os deputados e senadores que tomarão posse em 1º de fevereiro de 2027 terão papel determinante na transição para o novo sistema tributário, em decisões sobre desoneração da folha e no destino de emendas parlamentares, independentemente de quem vencer a disputa presidencial, informou o portal g1.

Mesmo sem novas votações, o cronograma da reforma tributária continuará avançando a partir do próximo ano. Estão previstas a entrada da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) para substituir PIS e Cofins, a cobrança do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) com alíquota provisória de 0,1% e o zeramento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a maioria dos produtos, conforme as regras já aprovadas.

Apesar do avanço automático determinado pela legislação, o Legislativo herdará a responsabilidade de preservar ou recalibrar pontos do novo sistema. Entre as discussões antecipadas no debate eleitoral, a equipe econômica ligada à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) sinalizou a intenção de propor o fim do mecanismo de "split payment", mudança que exigiria deliberação e aprovação dos parlamentares no Congresso, segundo detalhou a reportagem.