No dia 12 de outubro de 2026, a federação PSOL/Rede não conseguiu ultrapassar a cláusula de barreira exigida para manter o acesso ao Fundo Partidário e à propaganda gratuita na TV e rádio. Embora tenha superado o percentual nacional de votos necessário, o partido atingiu o mínimo estadual em apenas oito estados, insuficiente para cumprir a exigência de 13 deputados distribuídos por nove estados ou 2,5 % dos votos em cada um deles.

A falta de distribuição de votos impediu que candidatos do PSOL, mesmo com "puxadores de voto" relevantes – como Erika Hilton (SP), Sâmia Bomfim (SP) e Jones Manoel (PE) – levassem colegas do partido à Câmara dos Deputados. O resultado foi a perda de acesso ao fundo partidário, que representa a verba pública destinada a manter a viabilidade do partido.

Segundo a deputada reeleita Sâmia Bomfim, a concentração de votos dificulta a elaboração de estratégias que atraiam eleitores motivados por opinião, e o cálculo de votos necessários se torna ainda mais complexo. O professor de ciência política Frederico Bertholini destaca que o desempenho do PSOL contrasta com o do PL, que conseguiu distribuir melhor os votos e, consequentemente, eleger mais candidatos.

A federação do PSOL com o PT, considerada por especialistas como alternativa para superar a barreira, foi rejeitada em março pelos próprios psolistas que defendiam a independência da sigla. O partido agora busca a Justiça para tentar reverter a situação, evitando rediscutir a federação com o PT.

Fonte: G1 Política – "Concentração de votos impede efetividade de 'puxadores de voto' do PSOL e coloca em xeque estratégia eleitoral da esquerda" (link: https://g1.globo.com/politica/eleições/2026/noticia/2026/10/12/concentracao-de-votos-impede-efetividade-de-puxadores-de-voto-do-psol-e-coloca-em-xeque-estrategia-eleitoral-da-esquerda.ghtml)