A bancada do Partido Liberal (PL), liderado por Flávio Bolsonaro, deve alcançar 28 senadores a partir de 2027, representando pouco mais de um terço dos 81 cargos da Casa. Esse número supera o recorde anterior de 27 senadores, registrado pelo MDB (ex‑PMDB) em 1999, desde a promulgação da Constituição de 1988. Ao somar os partidos que compõem o espectro da direita – Novo, PP, Republicanos e PSDB – a força total ultrapassa 45 cadeiras, garantindo maioria absoluta no Senado. Essa maioria será suficiente para iniciar processos de impeachment contra ministros do STF, embora ainda seja necessária articulação com o Centrão para alcançar os 54 votos exigidos para a efetivação do impedimento. O Centrão perderá espaço, com o PSD reduzindo de 15 para 5 senadores, o Podemos e o MDB também diminuindo, respectivamente, em três e dois cadeiras. Do lado esquerdo, o PT manterá seus nove senadores, assim como o PSB (quatro) e a Rede (um), enquanto o PDT cairá de três para um senador. Algumas cadeiras podem mudar de partido dependendo dos resultados do segundo turno das eleições estaduais, como no Acre e no Amazonas, onde suplentes de diferentes partidos podem assumir as vagas.