Segundo o G1 Política, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve sua bancada no Senado enfraquecida nas eleições de 4 de outubro de 2026. Ao menos 16 candidatos apoiados por Lula não foram eleitos, entre eles ex‑ministros Celso Sabino (PDT), Gleisi Hoffmann (PT), Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), que perderam nas vagas de seus respectivos estados.

O relatório indica que o Partido Liberal (PL), liderado por Flávio Bolsonaro, consolidou a chamada "dobradinha" em vários estados, elegendo 19 senadores até o momento da atualização. Entre os eleitos estão Marcel Van Hatten (Novo) e Sanderson (PL) no Rio Grande do Sul; Carlos Bolsonaro (PL) e Carol de Toni (PL) em Santa Catarina; e Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) no Paraná, entre outros.

A matéria destaca ainda que temas como o impeachment de ministros do STF, a proposta de fim da escala 6x1 e o uso de emendas parlamentares serão decisivos no próximo Congresso, com a oposição já tendo protocolado pedidos de impeachment que permanecem na gaveta do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União‑AP).

Lula, que havia anunciado a intenção de garantir maioria no Senado para avançar seu programa de governo, reconheceu a dificuldade de construir uma base sólida na Casa, afirmando que "um senador pode criar muito problema se não tiver uma base de sustentação dentro do Senado". O resultado eleva a representatividade da direita e do Centrão, sinalizando um cenário mais adverso para a agenda do Executivo nos próximos anos.