A ideia de que robôs humanoides são essenciais no cotidiano ainda não passa de uma expectativa exagerada, avalia Aaron Ames, diretor do Centro de Sistemas e Tecnologias Autônomas (CAST) do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech). A declaração foi dada em entrevista ao portal Poder360, durante visita de imprensa internacional ao laboratório em Pasadena, na Califórnia.
Especializado em engenharia mecânica e sistemas autônomos, Ames aponta que, embora haja avanços na robótica, os equipamentos ainda não são seguros o suficiente para a interação física e a implementação em larga escala no mundo real. Segundo o pesquisador, os robôs atuais funcionam como "crianças" e ainda exigem um nível de solidez e confiabilidade semelhante ao de automóveis e aeronaves antes de ganharem utilidade ampla no cotidiano.
O principal foco de pesquisa do CAST é o desenvolvimento de tecnologias de segurança de corpo inteiro, garantindo que os robôs evitem colisões e mantenham o equilíbrio de maneira matematicamente confiável. Ames ressalta que tornar esses dispositivos robustos para o uso real ainda é um desafio em aberto que demandará tempo, novos investimentos e o avanço dos ciclos de inovação da indústria.
