A China discute a possibilidade de reduzir a importância do idioma inglês no sistema educacional e nos exames oficiais do país, impulsionada por propostas acadêmicas e pelo avanço de ferramentas de inteligência artificial, conforme reportado pelo portal Poder360 com base na Deutsche Welle. Atualmente, o inglês é disciplina obrigatória a partir do terceiro ano do ensino fundamental e possui o mesmo peso de matérias como mandarim e matemática no gaokao, o rigoroso vestibular chinês.
O debate ganhou força após manifestações do matemático Tang Jiafeng, que defende que o país reduza a ênfase em uma língua ocidental. Para ele, os estudantes dedicam tempo, dinheiro e esforço excessivos a um idioma que teria pouca relevância prática para a maioria na vida profissional. O argumento ganhou tração nas redes sociais com a popularização de softwares de tradução simultânea por inteligência artificial.
Por outro lado, críticos da proposta alertam que diminuir o espaço do inglês pode prejudicar a competitividade global do país e o acesso a publicações científicas internacionais, especialmente em áreas estratégicas como tecnologia e engenharia. A discussão também repercute no mercado de aulas particulares e nas exigências de proficiência para programas de pós-graduação.
