O CEO da Ford Motor Co., Jim Farley, argumentou em 30 de setembro de 2026 que a montadora deve buscar equilíbrio entre proteger sua base industrial e manter condições justas diante da expansão das montadoras chinesas. Em discurso em conferência do setor, Farley destacou que a China já detém 25 % do mercado automotivo no México e na Austrália e que suas exportações totais de veículos devem chegar a 11 milhões em 2026, superando a produção dos EUA e da Europa. Ele afirmou que as parcerias com empresas chinesas, como a Contemporary Amperex Technology Co. Ltd. (CATL) e a Geely Automobile Holdings Ltd., permitem acesso a tecnologias avançadas de veículos elétricos e criam empregos nos Estados Unidos.
A Ford tem enfrentado escrutínio político por seus laços comerciais com a China. Em 8 de setembro de 2026, o Departamento de Transportes dos EUA enviou carta a Farley pedindo que a empresa reduza a dependência da tecnologia chinesa, citando a fábrica de baterias de Michigan e a joint venture europeia com a Geely. A Ford rejeitou a carta, alegando que a fábrica em Michigan é de propriedade e operada integralmente pela montadora, contribuindo para a produção nacional de baterias.
Farley ressaltou que a parceria com a CATL é prática, gera empregos nos EUA e permite que a Ford aprenda sobre tecnologias cruciais, enquanto a empresa planeja lançar uma nova plataforma de veículos elétricos para competir diretamente com rivais chineses.
