Segundo o Poder360, as principais centrais sindicais brasileiras emitiram, na sexta‑feira (2 de outubro de 2026), uma nota conjunta condenando a suspensão dos serviços consulares dos Estados Unidos no país, medida adotada às vésperas do primeiro turno das eleições. Na declaração, os representantes afirmam que a ação dos EUA é "desnecessária, excessiva e contribui para alimentar um ambiente de medo e insegurança", e a caracterizam como "manobra política".

Os dirigentes que assinaram a nota — Sergio Nobre (CUT), Miguel Torres (Força Sindical), Ricardo Patah (UGT), Adilson Araújo (CTB), Sônia Maria Zerino da Silva (NCST), Alvaro Egea (CSB), Nilza Pereira (Intersindical‑Central da Classe Trabalhadora) e José Gozze (Pública Central do Servidor) — reiteraram a defesa da democracia e da soberania nacional, afirmando que o Brasil "não é quintal de ninguém" e que não aceita "tutela, intimidação ou ingerência estrangeira".

Em resposta, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil divulgou um alerta de segurança e confirmou a suspensão dos serviços consulares a partir de 2 de outubro, orientando seus cidadãos a buscar assistência emergencial por meio de um oficial de plantão. A Embaixada da Austrália também anunciou a suspensão de seus serviços consulares na mesma data, citando "preocupações com a segurança".

Até o momento, não há registro de uma decisão judicial ou de órgão oficial brasileiro que comente a medida americana ou a nota das centrais sindicais. O assunto permanece em pauta nas discussões sobre a integridade do processo eleitoral de 2026.