No segundo turno da eleição para governador do Distrito Federal, Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT) adotaram estratégias distintas para conquistar o eleitorado. Celina, que terminou o primeiro turno com 825.530 votos (49,93 % dos válidos), passou a reforçar o número 11 da urna, alegando que eleitores teriam se confundido ao digitar 22, número do PL, e buscou ampliar a aliança política já existente, incorporando apoios como o do ex‑candidato Kiko Caputo (Novo) e da ex‑governadora Maria de Lourdes Abadia (PSD). Sua campanha incluiu caminhadas, reuniões comunitárias e encontros com lideranças locais, com foco em saúde, educação e transporte.

Leandro Grass, que obteve 569.930 votos (34,47 % dos válidos) no primeiro turno, concentrou sua estratégia na mobilização das ruas, na conquista de eleitores que votaram em outros candidatos ou que deixaram de comparecer às urnas, e na ampliação da frente política ao redor da chapa. Grass recebeu apoio de Ricardo Cappelli, do PSB e de deputados distritais de esquerda, além de um "apoio não declarado" de José Roberto Arruda, que, apesar de ter sido declarado inelegível, continuou a criticar a campanha de Celina. A campanha petista também contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma caminhada em Ceilândia.

Ambas as candidaturas realizaram entrevistas ao DF2 – Celina em 15 de outubro e Grass em 16 de outubro – e tiveram seus debates transmitidos pela TV Globo. O debate previsto para 22 de outubro não ocorreu porque Celina Leão optou por não comparecer. A campanha de Grass seguiu com panfletagens, atos e passeatas nas ruas, buscando convencer eleitores ainda indecisos.

A matéria, publicada pelo G1 DF, traz detalhes das táticas de comunicação e alianças de cada candidato, sem indicar novos desdobramentos além das estratégias de campanha para o segundo turno que acontecerá em 25 de outubro de 2026.