O canal "Exército do Lula", criado no WhatsApp para divulgar apoio ao candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi reativado na noite de 14 de outubro de 2026. A retomada ocorreu depois que a campanha de Lula registrou o endereço do canal no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conforme determinação do presidente da corte, Kassio Nunes Marques, que havia estabelecido um prazo de 48 horas para que o canal voltasse a funcionar.
A suspensão do canal havia sido decretada por Nunes Marques no sábado, 11 de outubro, mas a decisão foi revertida horas depois pelo corregedor do TSE, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que restaurou a página. Na terça‑feira, o presidente do TSE reafirmou que a falta de comunicação formal do endereço do canal à Justiça Eleitoral justificava nova suspensão, mas o registro efetuado pela campanha impediu a medida.
Com cerca de 4,3 milhões de inscritos, o canal é administrado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede‑MG). Janones acusa a Justiça Eleitoral de censura e de favorecer a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ), adversário de Lula na corrida presidencial. Até o momento, não há registro de conteúdo falso no canal, conforme avaliação dos técnicos do TSE.
A reativação do "Exército do Lula" ocorre em meio a disputas judiciais sobre a legalidade de canais digitais de campanha, tema que tem gerado debate sobre liberdade de expressão e regras eleitorais.
