O canal de WhatsApp "Exército do Lula", coordenado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede‑MG), foi suspenso na noite de terça‑feira (13/10) por determinação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques. A medida, prevista nas normas eleitorais, estabeleceu a interrupção das atividades por 48 horas, com a retomada prevista para quinta‑feira (15/10).
A suspensão ocorreu apesar de a campanha petista ter registrado o canal na Justiça Eleitoral, atendendo à exigência legal. O relatório técnico do TSE não encontrou nas mensagens analisadas os conteúdos apontados como falsos pela campanha de Flávio Bolsonaro, embora 499 publicações tenham sido apagadas, limitando a análise.
André Janones reagiu em vídeo nas redes sociais, negando a divulgação de notícias falsas e questionando a motivação da medida, que coincidiu com a votação da proposta de fim da escala de trabalho 6x1 no Congresso. "Estou triste, mas ao mesmo tempo confiante", afirmou.
A decisão de Nunes Marques gerou divergência interna no TSE: o corregedor‑geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, havia revertido a suspensão no domingo (11/10), mas a presidência do tribunal restabeleceu a medida na terça‑feira. Cueva pediu que o impasse fosse resolvido em sessão plenária do TSE.
A campanha de Lula destacou que o registro do canal como propaganda eleitoral foi feito apenas para cumprir a ordem judicial, sem reconhecer que o canal integra a estrutura oficial de campanha.
