Deputados André Janones (Rede-MG) e Nikolas Ferreira (PL-MG) criaram, respectivamente, os canais de WhatsApp “Exército do Lula” e “Tropa do Flávio” para organizar a militância dos candidatos à Presidência que avançaram ao segundo turno – Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O “Exército do Lula”, lançado em abril de 2026, ultrapassou a marca de 10 milhões de seguidores após o primeiro turno, enquanto a “Tropa do Flávio”, criada em 6 de outubro de 2026, já conta com mais de 2,1 milhões de inscritos.
A Justiça Eleitoral tem intervido nos dois canais. Em 10 de outubro, a campanha de Flávio Bolsonaro solicitou a suspensão do “Exército do Lula”, alegando irregularidades e divulgação de desinformação. O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva concedeu prazo para que ambas as campanhas apresentassem defesas, mas a decisão foi revertida pelo ministro Kássio Nunes Marques, que inicialmente derrubou o canal e depois restabeleceu seu funcionamento. Em 13 de outubro, o canal foi novamente suspenso por falta de registro na Justiça Eleitoral, porém a campanha de Lula regularizou a situação e o canal foi reativado.
A última movimentação registrada foi na quinta‑feira, 22 de outubro de 2026, quando o ministro Kássio Nunes Marques determinou que a Meta forneça dados sobre a atuação do “Exército do Lula” para apurar possíveis coordenações eleitorais. O “Tropa do Flávio” permanece ativo, embora tenha sido obrigado pelo TSE a retirar publicações consideradas desinformativas.
Esses números evidenciam o papel crescente das plataformas de mensageria instantânea na estratégia de mobilização dos candidatos, reforçando a importância do ambiente digital nas disputas eleitorais brasileiras.
