As campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) compareceram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta‑feira (22/10) para apresentar suas posições sobre a disputa de quebra de sigilos bancários, fiscais e telefônicos. A equipe petista, representada pelo coordenador de campanha e líder do PT no Senado Camilo Santana, pelos ministros da Secretaria‑Geral da Presidência Guilherme Boulos e do Empreendedorismo Paulo Pereira, pelo presidente do PT Edinho Silva e pela deputada federal Camila Jara, protocolou a autorização para atender às exigências apresentadas pela campanha de Flávio Bolsonaro.
Do lado do PL, o ex‑procurador da Operação Lava Jato e senador eleito Deltan Dallagnol esteve no TSE acompanhado da jurista Maria Claudia Bucchianeri para indicar que a campanha de Flávio analisará o material apresentado antes de definir sua resposta. No documento protocolado, a campanha de Flávio condiciona a entrega de seus dados ao cumprimento de contrapartidas que abrangem gestões anteriores do petista e o atual mandato presidencial.
Entre os itens solicitados pela campanha de Flávio estão a divulgação de informações sobre assessores diretos, negócios familiares vinculados ao presidente, despesas do cartão corporativo da Presidência e detalhes de interlocuções com lobistas. A campanha de Lula afirma que já entregou os documentos exigidos.
A disputa sobre sigilos ocorre na reta final do segundo turno, com apenas três dias restantes para a decisão dos eleitores sobre o próximo presidente da República.
