A coluna de Carlos Andreazza, publicada no Estadão Política em 9 de outubro de 2026, aponta que a campanha de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva apresenta sinais de desorganização que, segundo o autor, refletem a falta de marcações claras do atual governo. Andreazza argumenta que a estratégia de “menos Janja e mais Alckmin” é inviável, pois Janja representa a própria base que o PT pretende manter, enquanto Alckmin não tem força para atrair o centro que, segundo a análise, já está afastado de Lula.
O cronista destaca que a campanha falhou na gestão das redes sociais, descrevendo-a como envelhecida, e que tentativas de se aproximar de eleitores de perfis variados – como o de Renan Santos ou o de Augusto Cury – resultaram em mensagens dispersas e pouco efetivas. Andreazza também ressalta que, apesar de o governo ter completado seu terceiro mandato, a falta de recursos e a percepção de um governo “sem marcas” podem reduzir a base de apoio, estimando que Lula teria cerca de 3,5 milhões de votos a menos que em 2022 se fosse reeleito.
A análise conclui que, sem a conquista do voto de centro – que, segundo o autor, já não existe para Lula – a campanha pode não conseguir reverter a tendência de desgaste. O texto não traz declarações oficiais de Lula ou de representantes do PT, limitando‑se a interpretações do colunista.
Fonte: Estadão Política (https://www.estadao.com.br/politica/carlos-andreazza/campanha-desorganizada-de-lula-espelha-um-governo-sem-marcas-e-que-se-fechou-a-esquerda/).
