A equipe de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a planejar a abordagem da simpatia de Flávio Bolsonaro (PL) com a pauta armamentista, estratégia observada logo após a entrevista concedida pelo senador ao Jornal Nacional. Segundo a matéria da VEJA, a intenção é ampliar o apoio ao petista entre as mulheres e captar eleitores indecisos para o segundo turno da corrida presidencial, previsto para 25 de outubro.

Na entrevista, conduzida por Renata Lo Prete, Flávio Bolsonaro evitou responder sobre um projeto de sua autoria que propunha retirar a marcação de cápsulas de balas de arma de fogo compradas para uso das forças de segurança, medida que poderia dificultar investigações. O senador criticou a gestão da segurança pública do governo Lula, afirmando que “quem está autorizado a usar armas de guerra são os bandidos”.

Lula, por sua vez, não se pronunciou diretamente sobre o tema, mas destacou que seu governo pretende tratar chefões de organizações criminosas como narcoterroristas, colocando o debate de armas em segundo plano. A campanha acredita que explorar a divergência de posições pode desgastar Flávio Bolsonaro junto ao eleitorado na reta final da disputa.

A estratégia ainda está em fase de definição e não há declarações oficiais da equipe de Lula sobre como o tema será trabalhado nas próximas semanas.