A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, registrou nesta terça‑feira (13/10/2026) o endereço eletrônico do canal "Exército do Lula" no aplicativo WhatsApp junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O registro, feito no Núcleo de Gerenciamento de Sistemas e Dados Partidários (NGDAP), foi uma resposta à determinação do presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, que condicionou a manutenção do canal ao seu cadastro formal.

O canal, que já conta com mais de 4 milhões de inscritos, é administrado pelo deputado reeleito André Janones (Rede‑MG). Em entrevista na saída do Palácio do Planalto, Janones afirmou que a campanha cumprirá todas as decisões judiciais, embora tenha ressaltado que o procedimento não implica que a campanha de Lula tenha assumido a gestão do canal.

Nunes Marques havia suspenso o canal duas vezes em outubro, alegando falta de registro e uso para disseminar informações falsas sobre o adversário Flávio Bolsonaro (PL). Contudo, a área técnica do TSE não encontrou indícios de desinformação, e a primeira suspensão foi revertida pelo corregedor‑nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, no domingo (11/10/2026). Na nova decisão, o presidente do TSE manteve a suspensão, estabelecendo que o canal só poderá retomar publicações após 48 horas do registro.

A coligação Brasil Pronto pra Mais, que apoia Lula, destacou que o registro foi feito apenas para atender à exigência do TSE, sem assumir a administração do canal. O caso segue sob acompanhamento das autoridades eleitorais, que observarão o cumprimento do prazo de 48 horas antes da reativação das publicações.