A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliou que a postura de Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) durante o primeiro debate presidencial do segundo turno, realizado pela Band no domingo (18/10/2026), foi desfavorável ao senador. Segundo apuração do Poder360, Flávio ficou atrás de Lula e fez gestos de negativa com a cabeça enquanto o presidente falava, atitude que a equipe de Lula considerou desrespeitosa e que, paradoxalmente, pode ser usada como "trunfo" político contra o candidato do PL.

A equipe do presidente não pretende contestar as regras do próximo debate da TV Globo, marcado para 23 de outubro, pois o documento de normas, assinado na semana anterior, não proíbe esse tipo de comportamento. O gesto de Flávio foi comparado ao de Fernando Haddad (PT) em debate da Band em São Paulo, durante a disputa pelo governo de São Paulo, mas a campanha de Lula destaca que, ao contrário daquele caso, a intenção parece ter sido provocar o adversário.

Aliados de Lula também apontam que, embora o desempenho do presidente no debate da Band tenha sido considerado abaixo do esperado, a postura de Flávio não trouxe perdas significativas para a imagem de Lula. Internamente, o PT registra que o senador foi percebido como mal‑educado e sem preparo para a Presidência, mas a leitura geral dos petistas é de que o episódio pode ser explorado como vantagem política na corrida eleitoral.

A campanha ainda pretende cobrar Flávio Bolsonaro sobre a abertura de sigilos bancário e telefônico, tema que deveria ter sido formalizado em documento a ser assinado pelo presidente na segunda‑feira (19/10), mas que não ocorreu. O segundo turno das eleições está previsto para 25 de outubro, e Lula e Flávio se reencontrarão no debate da TV Globo em 23 de outubro.