A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) protocolou na madrugada de sexta‑feira (23/10/2026) uma petição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitando a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. O documento foi apresentado minutos depois do prazo de 23h59 de quinta‑feira (22/10), estabelecido no acordo assinado entre as duas campanhas para a divulgação simultânea de informações.

A petição traz autorizações para a divulgação dos dados e, ao mesmo tempo, cobra a publicação dos gastos com cartões corporativos da Presidência da República e dos registros de visitas ao gabinete presidencial, argumentando que essas informações são públicas por natureza. O texto cita ainda uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) que apontou que 99,55 % dos gastos com cartões corporativos entre janeiro de 2023 e abril de 2025 foram classificados como sigilosos ou reservados.

O ministro André Mendonça, relator do caso no TSE, já havia decidido que os candidatos podem divulgar voluntariamente suas informações sem necessidade de autorização judicial, ressaltando que a escolha de abrir ou não os dados cabe ao próprio candidato e ao eleitor. A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também apresentou nova manifestação ao TSE, pedindo que o ministro assegure o cumprimento do acordo e a divulgação simultânea das informações.

Até o momento, as informações sigilosas dos candidatos ainda não foram tornadas públicas, permanecendo a disputa sobre a data e as condições de divulgação.