A campanha do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) enviou, na terça‑feira (20/10), petição ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, solicitando que a Meta esclareça por que o WhatsApp não teria identificado sinais de comportamento coordenado no canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado André Janones (Rede‑MG). A defesa de Flávio alega que integrantes do canal estariam orientando usuários a pesquisar a frase “Bolsonaro mandou matar Lula” no Google e a impulsionar hashtags no X, numa tentativa de inflar artificialmente buscas e discussões nas redes.
O documento apresentado à Corte (PDF de 1 MB) relata que, após o debate da Band realizado no domingo (18/10), houve aumento nas buscas por termos negativos associados a Flávio Bolsonaro. A campanha afirma que o canal de Janones, que já conta com 6,6 milhões de seguidores no WhatsApp, teria promovido conteúdo “artificialmente inflado” por meio de manipulação algorítmica.
A petição de Flávio já havia sido protocolada em 11 de outubro, gerando disputa de liminares entre os ministros Nunes Marques e Ricardo Villas Bôas Cueva. Em 13 de outubro, Nunes Marques se reuniu com coordenadores das campanhas de Lula e de Flávio, e o TSE passou a definir novas regras para vincular canais de mensagens instantâneas às campanhas, afastando a ideia de que apoio espontâneo vincula automaticamente um canal a um candidato.
Até o momento, o deputado André Janones não se manifestou sobre as acusações, apesar de o Poder360 ter tentado contato por e‑mail. O caso segue em análise no TSE, que pode decidir sobre a eventual remoção ou restrição do canal “Exército do Lula”.
