A PEC que elimina a escala 6 × 1 foi aprovada pelo Senado na quarta‑feira (14 de outubro) e estabelece um período de transição de 14 meses a partir da sua promulgação. O cronograma prevê dois meses para reduzir a jornada de 44 para 42 horas semanais e mais 12 meses para chegar a 40 horas semanais. Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostram que o prazo brasileiro é mais curto que o adotado por França, Coreia do Sul, Colômbia e Chile, que tiveram períodos de transição mais longos para adaptar as novas regras de jornada.
Na França, a redução de 39 para 35 horas foi aprovada em junho de 1998 e entrou em vigor em janeiro de 2000, com um período de adaptação que se estendeu até 2002 para empresas menores. No Chile, a Lei das 40 Horas, sancionada em abril de 2023, prevê uma transição de quatro anos, com etapas entre 2024 e 2028. Esses comparativos demonstram que o Brasil pretende concluir a mudança em menos de um ano e meio, o que pode exigir negociações intensas entre empregadores e sindicatos para ajustar escalas, salários e contratos de trabalho.
A publicação inclui ainda uma infografia que detalha o cronograma da PEC e destaca as diferenças de tempo de adaptação entre os países citados. O artigo, de Camila Nascimento, foi divulgado no Poder360 em 16 de outubro de 2026 às 06h00.
