O Brasil registra 6.253 menores de idade à espera de adoção, enquanto a fila de pretendentes alcança 31.434 pessoas, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgados pelo Poder360. A proporção atual é de aproximadamente cinco famílias interessadas para cada criança disponível nos serviços de acolhimento.

O principal obstáculo para a efetivação das adoções é a incompatibilidade entre o perfil buscado pelos pretendentes — que prioritariamente desejam meninas de até seis anos sem deficiências — e a realidade das crianças e adolescentes que compõem o cadastro nacional, onde há predominância de grupos de irmãos e menores com mais idade.

Especialistas apontam que a exigência de etapas legais rigorosas, como avaliações sociais, financeiras e acompanhamento psicológico nas Varas da Infância e da Juventude, prolonga o tempo de espera no sistema, tornando ainda mais desafiadora a inserção de adolescentes em novas famílias.