No dia 24 de outubro de 2026, a coluna de Carolina Brígido no Estadão analisou como as plataformas digitais passaram a ocupar o centro do debate nas eleições presidenciais, enquanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Supremo Tribunal Federal (STF) adotaram posturas mais contidas no segundo turno. A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva denunciou redução de alcance nas redes sociais, e a equipe de Flávio Nantes Bolsonaro acusou o canal de WhatsApp “Exército de Lula” de violar normas eleitorais.
Segundo o próprio TSE, o volume de ações judiciais recebidas nesta eleição foi recorde, grande parte delas relacionadas a falhas das big techs na distribuição de conteúdo político. A Meta, proprietária do WhatsApp, Facebook e Instagram, reconheceu “falhas recorrentes” na moderação de conteúdo eleitoral, após inicialmente alegar problemas pontuais.
A análise destaca ainda que, ao contrário do primeiro turno, os ministros do TSE mantiveram uma postura mais contida, apesar de pressões internas. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, e o vice‑presidente André Mendonça optaram por não intervir decisivamente em questões como a possível retirada do canal “Exército de Lula” ou a edição de norma que proibia canais de WhatsApp com conteúdo político a menos de 48 horas da votação.
No âmbito do STF, o ministro Alexandre de Moraes autorizou o bloqueio de até R$ 6 bilhões de ativos de Willer Tomaz, advogado de Flávio Bolsonaro, mas não tomou medidas diretamente contra o candidato. As investigações sobre supostos financiamentos irregulares e tráfico de influência mencionadas pelos candidatos não avançaram na reta final da campanha.
