No primeiro turno das eleições gerais de 4 de outubro de 2026, os estados do Nordeste que continuam a ser redutos do PT – Bahia, Ceará e Piauí – mostraram que a hegemonia petista permanece firme, mesmo com o avanço de Flávio Bolsonaro em todos os estados da região.

Na Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) foi reeleito no primeiro turno com 4,62 milhões de votos, correspondendo a 55,79 % dos votos válidos, contra 3,62 milhões de ACM Neto (União Brasil), que obteve 43,72 %. A diferença de 12,07 pontos percentuais reflete a consolidação do PT no governo estadual, que está no poder desde 2007.

Os especialistas citados na matéria – André Mota, Paulo Ramirez e Adriano Oliveira – explicam que a permanência do PT nesses estados se deve a fatores como benefícios sociais (ex.: Bolsa Família), a identificação com Lula e a estrutura de clientelismo que cria uma “dívida eleitoral” simbólica.

Apesar de Flávio Bolsonaro ter avançado em todas as urnas do Nordeste, os números mostram que a base petista permanece profunda. O caso do Banco Master e as investigações envolvendo Jaques Wagner (PT) e ACM Neto aumentaram a tensão na disputa baiana, mas não alteraram a hegemonia do partido.

A análise destaca que, embora a disputa tenha sido mais acirrada, a estrutura política do PT continua a garantir sua estabilidade nas regiões mais pobres, reforçando a presença constante dos políticos no cotidiano dos eleitores.