Segundo o Poder360, o candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) compareceu ao Supremo Tribunal Federal na sexta‑feira (2 de outubro) para protestar contra o que chamou de "insegurança jurídica" e tentar conversar com o presidente da Corte, ministro Edson Fachin. Cury havia convocado apoiadores para um ato na Praça dos Três Poderes após o cancelamento do debate presidencial pela TV Globo, decisão que, segundo a emissora, foi tomada por ordens judiciais recebidas poucas horas antes da transmissão.

Em vídeo gravado no aeroporto de Brasília, Cury declarou que, apesar de ser seu aniversário, decidiu ir ao STF para manifestar seu descontentamento e entregou uma carta aberta ao ministro Fachin. Na carta, ele afirma que a manifestação é pacífica, não se dirige contra as instituições e pede "equilíbrio, autocontenção e respeito à soberania do povo brasileiro". O candidato também mencionou que sua campanha está avaliando a possibilidade de ajuizar um mandado de segurança e, eventualmente, solicitar o adiamento das eleições por uma semana, embora tenha reconhecido que ainda está apenas considerando a medida.

O contexto do protesto está ligado ao cancelamento do debate presidencial que seria realizado na noite de 1º de outubro. A Globo alegou "insegurança jurídica" após decisões judiciais: a ministra do TSE, Estela Aranha, proibiu a emissora de exibir o púlpito vazio reservado ao presidente e de permitir perguntas ao candidato do PT; o ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou a inclusão de Renan Santos (Missão) no debate, atendendo a pedido do Solidariedade. Flávio Bolsonaro desistiu de participar após a decisão do TSE, e Lula já havia anunciado que não compareceria, participando de outro programa. Cury, junto a Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), estava no Rio de Janeiro para o debate antes do cancelamento.

Até o momento, não há registro de resposta oficial do ministro Fachin ou do STF ao protesto ou à carta de Cury. A situação permanece em aberto, com a campanha de Cury ainda avaliando medidas judiciais relacionadas ao calendário eleitoral.