Segundo o G1, Augusto Cury, médico psiquiatra e autor de best‑sellers de autoajuda, foi oficialmente registrado como candidato à Presidência da República pelo Avante em maio de 2026 e ganhou destaque nas pesquisas a partir de agosto. Ele se apresenta como alternativa à polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ), defendendo uma "terceira via" que, segundo seu plano de governo, inclui o uso de drones para prevenir feminicídios, a presença de influenciadores nas embaixadas brasileiras e a ampliação da telemedicina para reduzir filas no SUS.

O candidato, de 68 anos, declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um patrimônio de R$ 242,6 milhões, tornando‑se o segundo candidato mais rico da disputa, atrás apenas de Leonardo Avalanche (PRTB). Seu vice‑presidente será o ex‑deputado federal Júlio Delgado, também do Avante. A família Cury tem histórico político: seu sobrinho Daniel Augusto Cury concorre à Câmara dos Deputados e seu pai, Salomão Jorge Cury, foi vereador de Colina (SP) por cinco mandatos.

Entre as informações que ainda carecem de confirmação, está o título de "doutorado internacional em Psicologia Multifocal pela Florida Christian University" que Cury menciona em seu plano de governo; a falta de documentação comprobatória foi apontada por críticos, e o diploma não consta em seu perfil no LinkedIn. Além disso, concorrentes levantaram suspeitas de uso de robôs e compra de perfis nas redes sociais para impulsionar a candidatura, mas até o momento não há evidência concreta que confirme essas alegações.

Cury afirmou que a política precisa abandonar a lógica do "inimigo permanente" e substituir a cultura do ataque por projetos, ressaltando o cansaço do Brasil com guerras ideológicas. Seu discurso tem atraído eleitores que buscam uma alternativa ao tradicional bipartidarismo, embora ainda seja cedo para avaliar o impacto real de suas propostas no cenário eleitoral.