A Receita Federal informou que a arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas chegou a R$ 239,4 bilhões em setembro de 2026, representando um aumento real de 5,6% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o total foi de R$ 226,6 bilhões corrigidos pela inflação. Esse valor constitui o maior registro para o mês de setembro desde o início da série histórica da Receita, em 1995, ou seja, ao longo de 32 anos.

O recorde está associado ao crescimento da economia brasileira, à elevação de tributos anunciados nos últimos anos pelo governo e à alta do preço do petróleo, que elevou receitas de royalties e da participação na extração. O texto destaca ainda que o Executivo implementou taxação extra sobre exportações e manteve aumentos de impostos sobre combustíveis, além de outras mudanças na tributação de fundos exclusivos, offshore, incentivos estaduais, folha de pagamentos e IOF.

Nos nove primeiros meses de 2026, a arrecadação federal totalizou R$ 2,35 trilhões sem correção inflacionária, ou R$ 2,38 trilhões corrigidos, o que corresponde a um crescimento real de 7% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O governo pretende usar esse aumento para alcançar a meta fiscal de 2026, que prevê um saldo positivo de 0,25% do PIB, cerca de R$ 34,3 bilhões, embora as projeções indiquem um rombo de R$ 23,3 bilhões nas contas públicas ao final do mandato.

Fonte: G1 Política (https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/10/22/arrecadacao-federal-sobe-para-r-239-bilhoes-em-setembro-novo-recorde-para-o-mes.ghtml).