No dia 20 de outubro, celebrado como Dia do Arquivista, o Senado Federal destacou o papel dos profissionais que organizam, preservam e disponibilizam documentos produzidos ao longo de seus 200 anos de atuação. O Arquivo da Casa conserva cerca de 43 mil caixas que remontam a 1788, incluindo projetos de lei, atas, discursos, fotografias e outros registros, e serve de base para o projeto multimídia mensal Arquivo S, desenvolvido pela Agência Senado em parceria com o Arquivo do Senado.

O Arquivo S transforma o conteúdo desses documentos em reportagens acessíveis, publicadas na primeira sexta‑feira de cada mês no portal Senado Notícias. As matérias são elaboradas por jornalistas, como Ricardo Westin, que contam com o apoio de historiadores para interpretar tanto o que está explícito quanto o que permanece silenciado nos registros. Desde 2014, a série reúne episódios que resgatam fatos marcantes da história brasileira, como o discurso do senador do Império Bernardo Pereira de Vasconcelos sobre a febre amarela em 1850.

Ao final de cada ano, os textos são reunidos em um volume da coleção Arquivo S – O Senado na História do Brasil, já em sua 11ª edição. As publicações estão disponíveis em formato físico, a preço de custo pela Livraria do Senado, e em versão digital para download gratuito na Biblioteca do Senado. Versões em áudio, produzidas em parceria com a Rádio Senado, ampliam o acesso ao conteúdo, inclusive para pessoas com deficiência visual.

O trabalho dos arquivistas, que classificam, organizam, avaliam e preservam os documentos, garante a autenticidade dos registros e permite que o público consulte a memória institucional do Parlamento. Segundo Westin, sem a colaboração desses profissionais a produção do Arquivo S não seria possível, pois são eles que localizam os documentos originais que dão origem às reportagens.