Segundo o Poder360, o cônsul‑geral do Brasil em Lisboa, Alessandro Candeas, afirmou que o Consulado aprendeu com as dificuldades enfrentadas nas eleições presidenciais de 2022, quando eleitores brasileiros tiveram que aguardar até cinco horas em filas para votar. Ele garantiu que, na eleição de 2026, o tempo de espera foi reduzido para cerca de meia hora, graças à ampliação dos locais de votação – agora três prédios da Universidade de Lisboa, ao contrário de apenas um em 2022 – e ao aumento do número de seções eleitorais (207) e urnas eletrônicas (103).
O cônsul destacou que há "muito mais calma, tranquilidade e fluidez" no processo e que o objetivo é transformar o voto em "uma festa da democracia brasileira". Ele também citou o crescimento do eleitorado brasileiro em Lisboa, que passou de 45.300 em 2022 para 78.833 em 2026, um aumento de 74%.
O embaixador do Brasil em Portugal, Raimundo Carreiro, comentou que a expectativa é de que a taxa de abstenção seja menor que a registrada em 2022 (55,13% no primeiro turno). Em resposta a questionamentos sobre as medidas adotadas para reduzir a abstenção, o cônsul explicou que a ampliação dos espaços de votação foi fundamental para evitar longas filas.
Ainda não há dados oficiais sobre a efetiva redução da abstenção ou a satisfação dos eleitores, mas as declarações do Consulado e do Embaixador indicam que as mudanças estruturais já teriam impactado positivamente a experiência de voto dos brasileiros em Lisboa.
