Apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) organizaram atos de campanha em diversas capitais brasileiras neste domingo (18 de outubro), o último dia antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. Os encontros, coordenados em parte pelo movimento "Brasil nas Ruas", reuniram estudantes, organizações sociais e artistas em defesa da reeleição do petista, que encara o senador Flávio Bolsonaro (PL) nas urnas.
No Rio de Janeiro, a União Nacional dos Estudantes (UNE) promoveu manifestações na região da Candelária, com a participação do cantor Chico Buarque, e no Viaduto de Madureira. Em Copacabada, Caetano Veloso apresentou um ato musical às 16h, ao lado de Djavan, Simone, Frejat, Marina Sena, entre outros. Em Salvador, Daniela Mercury subiu ao trio elétrico na zona de Ondina, acompanhada por Gilberto Gil e outros artistas. Em Brasília, manifestantes percorreram a Esplanada dos Ministérios até o Congresso Nacional; em Curitiba, a ação partiu da Praça 19 de Dezembro em direção ao Palácio Iguaçu; em Porto Alegre, o Parque da Redenção recebeu apresentações artísticas; e em São Paulo, atividades foram concentradas em bairros periféricos como Grajaú, Vila Nova Cachoeirinha e Itaquera.
A mobilização nacional segue uma série de atos iniciados já no primeiro turno, em 4 de outubro, quando Flávio Bolsonaro terminou à frente de Lula nas urnas. O presidente não compareceu às manifestações deste domingo, permanecendo em Brasília para se preparar para o debate presidencial da Band, programado para as 20h, quando enfrentará Flávio Bolsonaro pela primeira vez no segundo turno.
Na véspera dos atos, o corregedor‑geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva (TSE), rejeitou o pedido do Novo para suspender as intervenções do "Brasil nas Ruas", alegando falta de provas de que as apresentações configurariam uso irregular de shows em campanha. O ministro ressaltou que a legislação eleitoral proíbe a utilização de apresentações musicais para promover candidaturas, mas defendeu a liberdade de expressão política dos artistas.
