A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu, na resolução nº 3.956 publicada no Diário Oficial da União em 7 de outubro de 2026, o aval para que a vacina contra a malária vivax, chamada Vivaxin, entre em fase de testes clínicos em humanos. O imunizante, desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP) em parceria com o Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a indústria farmacêutica Cristália, passará por um estudo de fase 1 com 48 voluntários saudáveis, de 18 a 59 anos, a partir de janeiro de 2027. O protocolo prevê três aplicações da vacina, com intervalo de 28 dias, e acompanhamento dos participantes por um ano para avaliar segurança, reações e produção de anticorpos.
A pesquisa conta com financiamento da FAPESP, da Finep e dos ministérios da Saúde e da Ciência, Tecnologia e Inovações, e já havia demonstrado imunogenicidade em modelos animais. Caso a fase 1 confirme a segurança, a vacina avançará para as fases 2 e 3, envolvendo cerca de 300 participantes no Brasil, principalmente na região amazônica, e possivelmente outros países. O registro para produção em larga escala será solicitado somente ao término de todo o processo clínico.
Irene Soares, professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP e coordenadora do projeto, destacou que a Vivaxin é a primeira vacina contra a variedade vivax da malária desenvolvida no Brasil. O diretor do CTVacinas, Ricardo Gazzinelli, afirmou que o desenvolvimento do imunizante pode reduzir significativamente os impactos da doença nos sistemas de saúde e melhorar a qualidade de vida das populações vulneráveis da América Latina. Fonte: Poder360.
