O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante evento de sanção de medidas para o futebol feminino no Palácio do Planalto, que a proibição das apostas esportivas (bets) no país "não traz prejuízo para o futebol". Lula ressaltou que nos momentos mais marcantes da história do futebol brasileiro não existiam apostas e que a medida não afetará a competitividade dos clubes.
A medida provisória que proíbe sites e aplicativos de bets foi publicada na sexta‑feira (25) e estabelece que as empresas terão até 6 de outubro para encerrar suas operações, enquanto os apostadores têm até 5 de outubro para resgatar valores disponíveis nas plataformas. Segundo o presidente, as apostas representam menos de 7 % da arrecadação dos times e a proibição deve evitar que recursos de famílias de baixa renda sejam direcionados a esse tipo de jogo.
O governo agendou, para terça‑feira (29), uma reunião com representantes de clubes de futebol a fim de discutir os impactos da proibição. O encontro foi confirmado pelo Ministério do Esporte, após manifestações de insatisfação dos clubes com a medida. Em paralelo, entidades do setor de jogos, como a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), protocolaram pedido ao STF para suspender a MP, argumentando que a proibição deve permanecer até que o Congresso delibere ou até que haja decisão definitiva da Corte. A Associação Nacional pela Segurança Jurídica dos Jogos e Apostas (Anseja) também apresentou ação declarando a inconstitucionalidade da MP, que será analisada pelo ministro Luiz Fux.
