Um estudo divulgado no The Conversation em 24 de outubro de 2026 indica que a intensificação da polarização e da hostilidade nas campanhas eleitorais tem ampliado sintomas de ansiedade, apatia e ataques de pânico entre a população. Segundo a análise, a exposição excessiva a conteúdos alarmistas nas redes sociais, notícias falsas e discursos agressivos eleva a percepção de ameaça, ativando circuitos cerebrais ligados à detecção de risco e ao estresse.

A ansiedade antecipatória, descrita como um estado persistente de apreensão diante de resultados eleitorais incertos, pode gerar hipervigilância, preocupação constante com pesquisas, debates e possíveis consequências das urnas. Essa resposta neurobiológica envolve a amígdala, a ínsula, o córtex pré-frontal e o eixo hipotálamo‑hipófise‑adrenal, podendo levar a alterações autonômicas e neuroendócrinas.

Entre as manifestações mais frequentes estão dificuldades de concentração, irritabilidade, oscilações de humor, fadiga e distúrbios do sono, como insônia e sono fragmentado. A sobrecarga de informações contraditórias nas redes sociais intensifica a sensação de incerteza e favorece interpretações catastróficas, comprometendo o bem‑estar emocional e a produtividade nas atividades cotidianas.

O texto ressalta que, embora essas reações sejam inicialmente adaptativas, sua manutenção prolongada pode desequilibrar o estado emocional e prejudicar o funcionamento diário, demandando atenção de profissionais de saúde mental e estratégias de mitigação da exposição a conteúdos polarizadores.