Segundo o G1 Política, a reta final da campanha para o primeiro turno de 2026 foi marcada mais pela atuação do Judiciário do que pelo confronto de propostas entre os candidatos. Decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) influenciaram diretamente as estratégias de campanha, como a retirada do debate televisivo da Globo após a equipe do presidente Lula comunicar que não participaria.

O TSE determinou a retirada do púlpito do debate, medida que, segundo a reportagem, neutralizou uma possível vantagem dos adversários, especialmente do candidato Flávio Bolsonaro (PL). Em resposta, a campanha de Bolsonaro inicialmente manteve a intenção de participar, mas mudou de postura após o ministro Gilmar Mendes, do STF, determinar que o candidato do Missão, Renan Santos, fosse incluído no debate.

A análise destaca que, ao longo da campanha, questões judiciais, decisões de ministros e disputas internas nas cortes passaram a ocupar espaço central no debate público, ofuscando discussões sobre programas de governo. O texto indica ainda que essas movimentações refletem disputas por poder e sobrevivência política dentro das próprias instituições judiciais, num contexto em que os resultados das urnas e a composição futura do Senado são acompanhados de perto pelos magistrados.

Por fim, o G1 aponta que, nas vésperas da votação, o Judiciário chegou ao primeiro turno como um dos principais personagens da corrida eleitoral, consolidando um cenário de judicialização da política que pode ter repercussões nas próximas fases do pleito.