No domingo (04/10), o primeiro turno das eleições gerais mostrou Flávio Bolsonaro à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um resultado inesperado que gerou preocupação entre a equipe do petista. Conforme analisado pelos próprios assessores de campanha, o cenário adverso acabou por estimular uma reorganização da militância e das estratégias de comunicação nas redes sociais e nas manifestações de rua.

Os auxiliares de Lula afirmam que, apesar do “susto” inicial, a derrota parcial serviu para tornar a operação de campanha mais coordenada, com maior presença digital e maior engajamento nas ruas. Essa nova dinâmica, segundo eles, pode criar condições favoráveis para uma virada inédita no segundo turno, previsto para 25/10/2026.

A avaliação, descrita como “poliana”, destaca que a mobilização da base pode se intensificar, transformando o revés em um ponto de virada da disputa pelo Palácio do Planalto. Ainda não há indicação de mudanças na estratégia de alianças ou de novos acordos políticos, mas a equipe de Lula indica que a campanha pretende aproveitar o impulso gerado pela reação da militância.

Fonte: Veja (13 out 2026, 12h30).