Em vídeo selfie publicado nesta sexta‑feira (09/10/2026), o vice‑presidente e candidato à reeleição Geraldo Alckmin (PSB) criticou a proposta de flexibilização da jornada de trabalho apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL). Alckmin afirmou que o modelo, que pagaria o trabalhador por hora, poderia reduzir a renda mensal a menos de um salário mínimo, apresentando um cálculo que resultaria em R$ 63,34 por dia ou cerca de R$ 7,80 por hora, com base no salário mínimo de R$ 1.621.

Alckmin comparou a ideia a um “banco de reservas” de um time de futebol, em que as empresas chamariam os empregados apenas quando houvesse necessidade, ao invés de manter uma jornada fixa. Segundo ele, essa prática poderia deixar os trabalhadores à mercê da demanda das empresas, reduzindo sua segurança financeira.

A crítica surge após Flávio Bolsonaro ter se posicionado contra a escala 6 × 1, defendida pelo governo Lula, e ter defendido que os trabalhadores tenham liberdade para definir a própria carga horária. O senador propõe remuneração proporcional às horas efetivamente trabalhadas, argumentando que a medida beneficiaria, por exemplo, mães que precisam conciliar emprego e cuidados familiares.

A proposta de jornada flexível ainda depende da aprovação da PEC da 6 × 1, que estabelece jornada máxima de 40 horas semanais distribuídas em cinco dias de trabalho. A medida já foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado em 2 de setembro, mas ainda precisa passar por cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno, prevista para 21 de outubro, se o calendário for cumprido.

Alckmin não se pronunciou sobre possíveis ajustes legislativos, limitando‑se a alertar sobre os riscos da proposta para a renda dos trabalhadores.