Na quarta‑feira, 14 de outubro de 2026, os advogados eleitorais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) se reuniram em Brasília e não conseguiram fechar um acordo sobre os critérios para o registro dos canais de campanha no WhatsApp. A principal divergência gira em torno da definição de quando a conta de um terceiro passa a ser considerada canal da campanha, obrigando a comunicação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, participou do final da reunião e ressaltou que a obrigação de comunicar já existe, mas ainda não está clara a aplicação prática.

Sem consenso, a decisão sobre a fixação de métricas e critérios deverá ser levada ao plenário do TSE. Enquanto isso, os departamentos jurídicos das duas candidaturas vão se reunir novamente com as coordenações das campanhas para avaliar a possibilidade de estabelecer regras que delimitem o que permanece na conta do candidato e o que deve ser registrado como canal oficial.

O debate foi desencadeado após o ministro Nunes Marques ter derrubado o canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado André Janones (PT‑MG), exigindo seu registro pela campanha presidencial. O ministro também indicou que, caso não haja acordo, a questão será decidida em sessão plenária do tribunal. Fonte: G1 Eleições.