No primeiro turno das eleições presidenciais, realizado em 4 de outubro de 2026, a taxa de abstenção atingiu 21,1%, o equivalente a 33,4 milhões de eleitores, segundo dados oficiais da Justiça Eleitoral. O especialista Eduardo Grin, mestre em Ciência Política pela USP e professor da Escola de Administração da Fundação Getúlio Vargas, analisou os fatores que levaram milhões de eleitores a deixarem as urnas vazias.
Grin apontou três causas principais: a situação financeira dos eleitores de baixa renda, que enfrentam dificuldades de locomoção até as seções eleitorais; a idade avançada, sobretudo entre a população acima de 60 anos, que muitas vezes tem problemas de saúde e, a partir dos 70 anos, não tem voto obrigatório; e o desalento, caracterizado por uma descrença geral de que as eleições possam melhorar a vida das pessoas, sobretudo entre mulheres vítimas de violência cotidiana e jovens a partir de 16 anos.
O professor ressaltou que o grupo desalentado sente falta de propostas claras para questões como segurança e economia, o que pode prejudicar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno. A análise de Grin foi publicada pela VEJA em 17 de outubro de 2026.
Fonte: VEJA – https://veja.abril.com.br/politica/renda-idade-avancada-e-desalento-afastam-o-eleitor-das-urnas/
