No domingo (18/10), o g1 analisou as propostas de Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT), candidatos ao governo do Distrito Federal no 2º turno das eleições de 2026, voltadas à prevenção de desastres climáticos. Ambos apresentam planos que incluem ampliação da drenagem pluvial, implantação de jardins de chuva e integração com a Defesa Civil, mas diferem nas estratégias de financiamento e foco geográfico. Grass propõe um plano de segurança hídrica de 30 anos, com pagamento a produtores rurais e criação de um fundo de resiliência para as periferias, enquanto Celina prioriza investimentos em captação de água, regularização de tarifas sociais e maior atuação da Defesa Civil.
Os documentos analisados foram extraídos do site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e corroboram dados do Demonstrativo Social 2026 da Secretaria de Segurança Pública, que aponta 23 localidades do DF vulneráveis a enxurradas, alagamentos e erosão. Especialistas como o professor José Marengo, do Cemaden, ressaltam que a previsibilidade dos eventos climáticos deve ser acompanhada de medidas de arborização e urbanismo sustentável, como a criação de espaços verdes que permitam a infiltração da água.
O texto também destaca a crítica de especialistas à falta de menção ao Rio Melchior – considerado o mais poluído do Distrito Federal – nos planos de governo dos candidatos, apontando lacunas no manejo das bacias hidrográficas que alimentam Brasília. Enquanto o professor Frederico Flósculo, da UnB, alerta para a ocupação desordenada das bacias do São Bartolomeu, Descoberto e Paranoá, o Ministério Público abriu inquérito para investigar a degradação do Rio Melchior. As propostas de Celina e Grass, portanto, surgem em um contexto de crescente pressão por políticas de adaptação ao aquecimento global e de necessidade de ações coordenadas entre governo, sociedade civil e especialistas.
