Segundo o Poder360, os dados da Receita Federal revelam que, até 26 de setembro de 2026, 42,07 milhões de pessoas declararam o Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). Dentre esses declarantes, apenas 1 % – equivalentes a 448 671 pessoas – tiveram renda anual superior a R$ 1,2 milhão. O restante da população está concentrado em faixas de renda menores: 85 % (35,82 milhões) recebem até R$ 200 mil por ano, 12 % (4,99 milhões) entre R$ 200 mil e R$ 600 mil, e 2 % (811 745) entre R$ 600 mil e R$ 1,2 milhão.
Esses números são usados para contextualizar a divisão econômica que se reflete nas eleições presidenciais de 2026. A pesquisa Datafolha, divulgada em 2 de outubro de 2026, indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem maior apoio entre eleitores com renda familiar de até dois salários mínimos, enquanto o candidato Flávio Bolsonaro lidera nas faixas de renda mais alta. Entre eleitores que ganham de dois a cinco salários mínimos, Flávio tem 47 % das intenções de voto contra 34 % de Lula; entre os que recebem mais de cinco salários mínimos, a diferença é de 47 % a 37 % a favor de Flávio.
O levantamento da Datafolha entrevistou 2.506 pessoas em 152 municípios, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95 %. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR‑08039/2026. Além do panorama eleitoral, o texto menciona as propostas de governo de Lula, que incluem justiça tributária e redução de desigualdades, bem como as promessas de Flávio Bolsonaro de revisão da reforma tributária e redução de impostos sobre consumo, energia e combustíveis.
Os dados apresentados ainda não permitem concluir sobre a efetividade das propostas fiscais dos candidatos, mas fornecem um panorama da distribuição de renda entre os declarantes do IRPF e seu possível impacto nas preferências eleitorais.
